terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Amarelado

Profunda dor coberta de ignorância
O desconhecer força as mais quentes lágrimas a despencar
E meses .. meses .. e meses
Passos mal dados, na esperança de acertar
Será que existe um outro igual a você?

E não há pergunta, não há sensatez
Razão com vontade própria,
Só se manifesta quando quer ...
E já não há razão que explique essa solidão

Seu rosto, nome, vida me causa desesperadoras vontades fulminantes
Sentar e deixar as lágrimas me cortarem
Até o fim da alma, pra ver se irriga esse coração tão sedento de vida

Marcantes páginas de um romance antigo e amarelado pelo tempo
O que há para se lembrar?
Você, tão claramente livre e esquecido,
Enterrou sob os pés o ex-eterno amor de conto de fadas

Senhor do esquecimento
Ensina-me a esquecer assim ...
Tão abstratamente esse você que ainda há fincado,
Evanescentemente,
Dentro de mim

Um comentário:

  1. Belo e, sem dúvidas, tocante.
    "Até o fim da alma, pra ver se irriga esse coração tão sedento de vida". - A parte mais significativa para mim.
    Parabéns por traduzir tão bem em palavras toda essa amargura arrebatadora...
    Te amo.

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